Voce pode brigar, pode dar ouvidos a todas aquelas frases otimistas de auto-ajuda e acreditar que se e algo que voce quer muito voce nao pode desistir.
Mas a verdade unica, absoluta e irrefutavel e que chega uma hora que nao existe mais nada pra se apegar. Nenhuma esperanca, nenhuma possibilidade, nenhuma lembranca, nenhum brilho no olhar. Nada.
Ai nessa hora so te resta encarar isso e se deparar com outra terrivel verdade. Voce aprendeu a se construir dessa maneira, voce se conhece assim. Encarar essa falta de coisas a se apegar e encarar que voce nao se conhece mais. A pessoa que voce foi por Deus sabe quanto tempo acaba de deixar de existir. Foi pra algum lugar de onde provavelmente nao vai voltar e nao deixou endereco, telefone, nada. Ate mesmo o prazeroso e relaxante exercicio de contar carneirinhos perdeu seu protagonista. Usar aquela camisa deixou de ser um evento, deixou de ter um significado, pra ser so uma camisa. E assim como usar aquela camisa, outras tantas coisas vao perdendo a mistica. Aquele alarme que soava anunciando uma explosao, um incendio, passa a ser uma campainha sem graca, que raramente traz grandes novidades.
Se voce comecou a ler esse texto esperando que eu fosse chegar a algum lugar me desculpe, nao vou chegar a lugar nenhum. Acabei de chegar a essa conclusao e nao sei onde ela vai me levar. Quem sabe um dia eu descubra o que fazer, pra onde ir e ai eu volto aqui com minhas conclusoes.
domingo, 17 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Coisas que eu nao devia fazer
Eu odeio a maneira como eu deixo o mundo parar as vezes. Nao por deixar ele parar, mas pelo motivo pelo qual deixo ele parar. Mas a sensacao e tao boa. E como dor de tatuagem. Doi sim, mas vicia e e recompensante.
E eu espero o tempo que for por essas poucas horas de descarga de endorfina. Sera que os fins justificam os meios? E a pergunta que nao sai da minha cabeca e que sinceramente, eu nao quero responder. Sei a resposta e sei tudo o que implica a mesma e nao, nao quero botar nada disso em pratica.
Por enquanto eu vou ficar aqui, ate o dia que me convencerem de que vale a pena sair e ver o mundo girar.
E eu espero o tempo que for por essas poucas horas de descarga de endorfina. Sera que os fins justificam os meios? E a pergunta que nao sai da minha cabeca e que sinceramente, eu nao quero responder. Sei a resposta e sei tudo o que implica a mesma e nao, nao quero botar nada disso em pratica.
Por enquanto eu vou ficar aqui, ate o dia que me convencerem de que vale a pena sair e ver o mundo girar.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Looping
Ai eu desco na segunda, fico horas no transito e chego no trabalho uma meia hora depois do que devia, mas tudo bem, minha gerente trabalha de casa.
Saio do trabalho, ligo pro Ronan e pergunto onde ele vai comer. Espero ele chegar em casa e a gente sai. Conversamos sobre o fim de semana e comemos. Voltamos pra casa, assisto House e o filme que comecar em seguida no Universal. "Arrumo" minha coisas, acerto o despertador do meu celular e vou domir.
Ai eu acordo, passo uma hora colocando o celular no snooze e chego no trabalho uns 20 minutos depois do que devia, mas tudo bem, minha gerente trabalha de casa.
Alguem me pergunta sobre a Domino's de hoje e eu perco um tempo fazendo piadas sobre a ansiedade do Pedro quanto a noite. As exatas 16hs o mesmo vem e me pergunta quem vai. Perco um tempo mandado sms e procurando as pessoas no facebook. Saio do trabalho direto para o 702, me entupo de pizza, volto pra casa andando com o Pereti e vou ter pesadelos a noite.
Ai eu acordo, passo uma hora colocando o celular no snooze e chego no trabalho uns 20 minutos depois do que devia, mas tudo bem, minha gerente trabalha de casa.
Durante o dia um convite ou outro pra um chopp de meio de semana, um eventual: "vai ver o jogo onde?" e assim chegam as 18hs. Procuro alguem que esteja disposto a nao ficar em casa, 90% da vezes acho e assim comeca o fim de semana.
Futebol, cerveja, ma alimentacao, uma pessima noite de sono e ja e quinta.
Ai eu acordo, passo uma hora colocando o celular no snooze e chego no trabalho uns 20 minutos depois do que devia, mas tudo bem, minha gerente trabalha de casa.
Quinta se parece com Quarta, passa-se o dia especulando o que fazer na melhor noite da semana no Rio. Bar da Cris, Sonho Lindo, alguma night alternativa ou em raras ocasioes algum evento de comunicacao da PUC. O dia passa com a expectativa da noite perturbando a cabeca, em vao, elas nao costumam ser diferentes.
Eu esqueco como cheguei em casa e passo algum tempo me concentrando em nao passar mal na hora de dormir.
Ai eu acordo, passo uma meia hora colocando o celular no snooze, e sexta e eu preciso chegar cedo, pra sair cedo e subir a serra. Segue o fim de semana.
Ligo pro Chuck pra almocar fora da Pasteur, enjoei do GR. Durante o dia descubro quem vai subir hoje. Caterina, Pedro, Frederico, Lucas, essas pessoas de sempre. 17:30hs desco pra fazer uma hora com o Brand, faltam 30 min pra sair. 18hs eu saio e ando ate o metro, torcendo pra ainda ter o Itaipava 19:40hs quando eu chegar. Pro meu alivio tem, compro minha passagem, vou no KFC e volto pro TGMC pra fazer hora. Encontro o Pedro, eventualmente o Pereti. Fazemos meia duzia de piadas gays, deliberamos sobre a noite de sexta e embarcamos.
Chego em casa, converso com minha mae sobre a semana, troco de roupa e vou ver a rua.
Ai eu desco na segunda, fico horas no transito...
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Sobre ser completo estando terrivelmente incompleto
Estar completo e um conceito que nao existe. Eu sei que e estranho comecar um texto chamado: "Sobre ser completo" afirmando isso. Mas eu afirmo, com toda a conviccao que meus 24 veroes permitem.
Estar completo na minha cabeca e meio que a fronteira final da sua existencia. Ao alcancar isso, pronto, voce chegou onde tinha que chegar e ja pode morrer.
Eu venho buscando esse estado desde que me entendo por gente, e so agora cheguei a essa conclusao, pra descobrir que isso talvez me complete.
Acho que o que eu quero dizer aqui e que estar incompleto me completa. Os buracos que eu tento preencher fazem de mim quem eu sou, e talvez eles fiquem abertos pra sempre, pra que viver faca sentido.
E estranho como algumas coisas se encaixam de uma maneira que voce nao imaginava, comecou a tocar The Used agora, All That I've Got. E a musica fala: "I'll be just fine, pretending I'm not". Entao enquanto eu me martirizo pela falta de estar completo, eu na verdade me entendo com essa condicao, eu quis ela pra mim e e assim que vou ser, ate o dia que minha hora chegar.
O texto ta confuso, e talvez ele seja um pouco pessoal demais, mas encontrei um contentamento curioso em tudo que eu sinto falta, e tudo que nao e como eu queria que fosse.
"May I never be complete. May I never be content. May I never be perfect. Deliver me Tyler from being perfect and complete."
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